Quem nunca cometeu um erro bobo no trabalho ou na vida pessoal e passou o resto do dia se martirizando por isso? A verdade é que errar faz parte do pacote de ser humano, mas a forma como a gente reage ao erro é o que muda tudo.
Se você costuma ser a sua pior juíza nesses momentos, aqui estão três passos práticos para mudar essa chave, respirar fundo e seguir em frente de forma mais leve.
1. Separe o que você fez de quem você é
Existe uma linha gigante entre comportamento e identidade. Fazer algo errado é apenas um fato isolado; isso não significa que você seja uma pessoa errada, péssima ou sem valor. O erro foi uma ação, não o seu RG. Quando você entende que um deslize não define a sua capacidade inteira, o peso nas costas diminui pela metade.
2. Valide o sentimento, mas questione o pensamento
Está tudo bem sentir frustração ou chateação por ter errado algo básico. Acolha isso. O problema começa quando a mente pega esse gancho para criar teorias absurdas, como "eu sou uma incompetente".
Nessa hora, jogue limpo com você mesma e faça o papel de advogada de defesa:
Quais evidências reais você tem de que é 100% incompetente só por causa disso?
Se uma amiga querida cometesse exatamente o mesmo erro, você a julgaria com tanta severidade?
Se você seria gentil com os outros, por que precisa ser cruel com você?
3. Avalie se a emoção é útil (e mude a rota se precisar)
Para fechar o circuito, faça uma pergunta simples a si mesma: "O que eu tenho vontade de fazer a partir do que estou sentindo agora vai me ajudar a resolver o problema ou vai atrapalhar?"
Se a vergonha ou a culpa te dão vontade de sumir, se esconder ou fugir da situação, saiba que esse impulso não vai consertar nada. Faça o oposto: permaneça, encare o cenário e foque nas soluções para corrigir o erro.
O grande segredo: você pode até sentir culpa ou vergonha — esses sentimentos são humanos e vão aparecer —, mas você não é obrigada a agir sob o impulso deles. Escolha agir de acordo com os seus valores e com o que você realmente quer para a sua vida.
Errar é chato, mas aprender a lidar com o erro com maturidade e autocompaixão é libertador.